Aquárius
domingo, 1 de novembro de 2009 04:23

Maldita hora que fechei meus olhos...
Lembrei daquele certo momento que eu fiquei a beira da praia
Eu andava e escrevia na areia
Podia ser nosso nome
Ou só desenhava golfinhos
Cantava sozinha...
Dançava sozinha...
Imaginava ser o vento ou fazer parte dele.
Queria que ninguém me visse
Que ninguém me detesse
Só queria dançar, correr e até voar.
Sentei e observei o mar
Eu queria, queria e insistia em voar
Cantei mais, gritei até ninguém me ouvir
Corri, pulei, chutei aquela onda que me respingou a face
Olhei pro mar e por um instante mergulhei
Era noite, fazia frio, mas eu queria a imensidão
Tinha o céu, tinha o mar, e a grandeza dos dois a qual eu estava imposta.
Num momento quis ser "Ismália"...
Aceitei ser eu mesma e sentir o frio do vento
Olhei pra cima e me contentei em admirar as estrelas
A lua nem estava tão linda
A areia abrigou meu corpo trêmulo
Passei a não saber o porque meu rosto era o único a não secar.
Já confundia minhas lágrimas com a água do mar
Nesse momento quis gritar como trovão
Quis ser chuva pra me derramar, me desfazer
Molhar quem me fazia chorar e desencantar aquela noite tão linda
Com os olhos embaçados não admirava mais as estrelas
Não corria, nem dançava...
Não escrevia, não desenhava...
Não cantava, não ria, e nem gritava...
Me sentia como um grão daquela areia que estava deitada.
Estava com frio e só queria voltar pra casa.
Lembrei daquele certo momento que eu fiquei a beira da praia
Eu andava e escrevia na areia
Podia ser nosso nome
Ou só desenhava golfinhos
Cantava sozinha...
Dançava sozinha...
Imaginava ser o vento ou fazer parte dele.
Queria que ninguém me visse
Que ninguém me detesse
Só queria dançar, correr e até voar.
Sentei e observei o mar
Eu queria, queria e insistia em voar
Cantei mais, gritei até ninguém me ouvir
Corri, pulei, chutei aquela onda que me respingou a face
Olhei pro mar e por um instante mergulhei
Era noite, fazia frio, mas eu queria a imensidão
Tinha o céu, tinha o mar, e a grandeza dos dois a qual eu estava imposta.
Num momento quis ser "Ismália"...
Aceitei ser eu mesma e sentir o frio do vento
Olhei pra cima e me contentei em admirar as estrelas
A lua nem estava tão linda
A areia abrigou meu corpo trêmulo
Passei a não saber o porque meu rosto era o único a não secar.
Já confundia minhas lágrimas com a água do mar
Nesse momento quis gritar como trovão
Quis ser chuva pra me derramar, me desfazer
Molhar quem me fazia chorar e desencantar aquela noite tão linda
Com os olhos embaçados não admirava mais as estrelas
Não corria, nem dançava...
Não escrevia, não desenhava...
Não cantava, não ria, e nem gritava...
Me sentia como um grão daquela areia que estava deitada.
Estava com frio e só queria voltar pra casa.