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Aquelas flores
quarta-feira, 28 de outubro de 2009 12:42
Andei com flores na mão
A manhã chorava e em mim chovia
Alguém soprava... Talvez o vento.
Andei com lembrança nos olhos
Nos olhos que enxergavam o laranja daquelas flores
Que olhavam-as bem de perto e as lembravam bem de longe...
O chão molhava e em mim chovia
Alguém soprava... Talvez o passado.
Alguém gritava... Talvez o vento.
Alguém pisava naquela calçada molhada... Talvez eu, ou talvez aquela.
Aquela que percebia as flores e que ela tinha uma cor bonita.
O céu chovia e aquela chorava
O vento sorria e aquela gritava
Calada, calada, bem calada
Só via as duas flores bonitas na chuva daquele dia.
E reparava como aquela e eu... a gente se parecia...

Um momento de raiva
sexta-feira, 23 de outubro de 2009 17:01
De verdade, preferia que não tivesse aparecido
As vezes acho que sumir de vez seria a melhor solução
Não olhar mais pra sua cara seria um alívio
Acho que pensa a mesma coisa que eu, certo? Acredito que sim!
Você só me faz mal permanecendo em meus dias...
Me tira o sono, me faz chorar, me mata aos poucos
Seu jeito arrogante e prepotente de ser...
Sua forma de se achar melhor que muita gente por aí...
Isso me irrita profundamente!
Queria que parasse de assombrar minha vida...
Mas você disse: "você vai ter que me aguentar até o fim dos seus dias!"
Que inferno!! Porque tinha que ter sido você?

Vontade não viva
sábado, 17 de outubro de 2009 12:28
Cadê a força que o mundo parece ter?
Tem horas que parece tudo tão vazio e sem vida...
Por vezes me pego tentando mudar o mundo sozinha
Ou só imaginando como seria se eu realmente tentasse..
Ai me pergunto: Cadê a força que eu tanto pareço ter?
A garra com que protejo coisas minhas poderiam servir pra lutar por alguém
Ou a vontade e empenho de ter algo poderia se transformar em sede de mudar
Que vontade é essa de transformar?
Que vontade é essa de destruir quem atravessar essa caminhada?
Que voz é essa pronta pra gritar, garra disposta a matar se preciso?
Não me parece tão viva quanto deveria
Não me parece agir como eu queria
Me parece instável. Motivo não me falta...
Mas o que falta então?
O que falta pra mostrar aquela que supostamente existe em mim?

Sem título mesmo
quinta-feira, 8 de outubro de 2009 14:51
É que meu ódio se torna amor num piscar de olhos
E meu amor se torna ódio com a mesma rapidez
Mas consigo amar-te mais que odeio
E é só amor mesmo...
Só odeio o fato de não estar comigo
Odeio ter te perdido.
E odeio essa mania de ser indiferente
De cismar que não existe nada mais entre a gente
Só te odeio por ter surgido e não ter sido pra sempre
E odeio todo passado,por ser passado e não presente.
Porque amo tudo! Amo demais! Na verdade só amo...
Não...
Odeio ter amado tanto e ter errado tanto...
As vezes não sei pra onde fugir, ou se realmente devo fazer isto.
Odeio essa confusão que causou em mim!
Odeio ter tido começo, meio... De verdade, odiei o fim!
Odeio tanto porque amo
Amo tanto ainda... Por isso que odeio!
Tenho raiva de ter que sentir raiva ao invés de amar.
Queria amar de verdade e brincar de odiar.

Morrendo aos poucos
quarta-feira, 7 de outubro de 2009 15:20
Estranho como nossas coisas andam sumindo...
Aqueles pequenos detalhes...
Nossos carinhos e qualquer momento bom ou algo que chegue perto disso, andam se apagando de maneira estranhamente brusca.
Seu rosto já não me vem em detalhes a mente.
Seu sorriso não ilumina mais qualquer momento ruim meu.
Nossas brigas ainda me perturbam, essas são as mais difíceis de deletar.
O gosto do seu beijo... Não! Ele ainda não se apagou por completo;
É macio e carinhoso.
É quente e envolvente.
Seu abraço... Já nem sei se era abrigo ou castigo, se me confortava ou me destruía.
Só sei que nós
O deitar na praia, o agarrar no pescoço, o pegar no colo, o falar brincando, os desabafos, as madrugadas, o roçar nariz de olhos fechados,, o choro de emoção, o tremor de tanto amor, as mãos e pele, o suor e nossa respiração ofegante...
Toda coisa que era nossa, que era só nossa identidade... Tá tudo se dissipando!
Nem tão rápido como nuvem, mas também nem tão devagar como achei.
Não sei ainda dizer se é tão bom como eu achei que seria. Um dia pode passar a ser, mas só em pensar em apagar os momentos mais felizes da minha vida, já me enche os olhos e me esvazia o peito.

Momento tolo
segunda-feira, 5 de outubro de 2009 11:59
Hoje chorei de verdade,
Parecia uma criança.
Não tinha colo, não tinha quem me abraçasse, não tinha ninguém!
Fiz toda uma análise da minha vida e não consegui descrevê-la.
Tentei expulsar de mim um pouco de todo ódio, de toda carência, de todo rancor, de toda mágoa, de toda tristeza, de toda insegurança, de todo arrependimento...
Parecia um bebê de tanto que eu chorava, encolhida no canto da minha cama.
Olhos bem fechados, rosto molhado, como se fosse lavar a alma com tanta lágrima, mas não adiantou chorar.
Como se não bastasse tanto choro, resolvi gritar!
Gritei como se tivesse tentando explodir minha própria garganta de tanto ódio, amor, amargura, desprezo... Era um misto de tanta coisa que não sabia nem o que deveria gritar, só sabia que era a única solução... Ou apenas parecia ser.
Resolvi ficar durante 40 minutos debaixo do chuveiro com água bem gelada, mas pensar só me dava mais vontade de fazer pirraça pro mundo!
Não achei remédio, não achei saída, parece que só fiz minha cara inchar, e fiquei rouca.
Todo sentimento infeliz que insiste em me tirar o sono e muitas vezes a paciência continua aqui, fazendo com que eu escreva essa merda ainda pensando que vai adiantar de alguma coisa.