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Para ser sincera...
domingo, 30 de agosto de 2009 16:21
Procuro qualquer indicio de você por perto. Indago qualquer notícia sobre você e as respostas fogem como sua pessoa anda fugindo de qualquer caminho que possa cruzar com o meu. Procuro-te por entre passos e pessoas de guarda-chuva, ou apenas homens, mas nem sombra, nem uma simples pegada sua por aqui.
Mas me parece tão distante quanto é e menos distante quanto precisa ser, mas não deveria ser assim...
Na verdade não sei por que ainda espero poder ver-te se não saberia como iria agir. Ao certo sentiria uma palpitação incessante como as de todas as vezes que me fez passar, misturado com uma tristeza profunda de só poder te ver. Iria certamente me esconder, pra que sua face vislumbrada fosse a mais serena possível, ou seria ousado porém prazeroso aproximar-me muito de você, ou ao certo seria melhor não vê-lo...
Mas que diferença faz se for só ver? Posso vê-lo quando quero e até quando não quero...
Você perturba minhas manhãs ao som da água da pia com canções nossas que amenizam o silêncio da cozinha, mas atordoam meus ouvidos. Invade minhas tardes ao som do teclar no computador, quando vou procurar ao menos uma pitada de você...
Como você deve estar? Nas últimas vezes você estava tão diferente de todas que costumávamos viver que nem sei se é ainda o mesmo ou em que criatura se transformou. Não penso que tenha virado nenhum monstro, apesar das pessoas acharem isso de você. Você pra mim sempre foi um sonho, minha vida, e esta não poderia mudar. Apenas penso que não é mais o mesmo, e o que mais me atormenta é ter parte nisso, talvez seja a responsável por tudo isso ter ido tão longe ao ponto de não se encontrar mais sinais de alegria, só existirem nas lembranças.
As vezes penso que essas malditas(lindas) lembranças poderiam morrer de vez! Mas seria crime matar algo tão ainda real.
Atropela meu sono e tudo que venha estar perto de mim, não se importa com quem está do meu lado ou se tenho que estar disposta na manhã seguinte pra continuar com minha vida inutilmente sem graça de todos os dias, faz questão de forma doce e esmagadora plantar sua imagem na minha frente e ficar por horas me impedindo de dormir ou de agarrar alguém que está do meu lado todos os dias e noites e diz que me ama e tem a imagem de “amor perfeito”.
Penso por vezes estar louca de poder sentir sua mão suada e gelada cobrir meu rosto de carícias, e te ver ao meu lado na cama como se fosse incrivelmente real. Sua pele por vezes mais macia que a minha parece encostar ao meu corpo, sua voz diferente e pouco grossa me sussurra e me faz rir de modo irônico, na verdade me faz desabar rios de lágrimas por imaginar que poderia ser verdade.
Penso: como não pode ser amor, um sentimento desses? Há quanto tempo venho com esse sentimento que por tempos pude expressar, por outros traí minha própria consciência, também pude me culpar. Por vezes me confundi me repreendendo e pensando não ter mais vida.
Como é difícil a convivência com a intensidade desse sentimento. Lembranças insistem em vir a todo o momento, me castiga. Lembro quando num dia triste demais você enfrentou a água fria do mar só pra me distrair, quando te vi chorando por me amar demais (Isso não sai da minha cabeça), eu recebendo a carta que você mandou pra dentro do hospital assim que eu tive nossa filha... Até das brigas eu tenho saudade, elas sempre tinham um mesmo fim esperado; você perdia a paciência ia embora, e no dia seguinte me aparecia com todo carinho do mundo e me beijava como se nada tivesse acontecido.
Como faço pra esquecer isso tudo? Podia virar só lembranças boas, só isso! Mas insiste em permanecer vivo esse sentimento. Ahh e saber que eu que perdi isso... Tudo que há dentro de mim parece querer explodir.
Grito ao mundo que não vou casar, sorrio e dou toda certeza que não terei mais filhos... Ninguém entende, acha que é bobeira ou que eu não quero porque não teria mais filhos mesmo...Pode ser burrice minha, mas pra mim precisa existir amor pra que tudo isso aconteça.
Lembro de quando você brincou: Vamos ter outro filhinho? rs.. Meus olhos brilharam, meio desesperados, confesso, mas imaginei um menininho moreno de sobrancelhas grossas...
Não sei se quero fugir, não sei se quero lutar... Enquanto isso finjo que nada acontece.
Sim, todos pensam que estou ótima, mas não tem como ficar bem se tudo que vivo é ilusão. Meu amor de verdade ou, o que seja isso, não vive mais aqui.
Você conseguiu sumir fisicamente, mas se instalou nos meus dias de maneira que tento com todas as forças te arrancar e não consigo. Quero seguir e não posso. Meu choro me cega, dói demais não ter você comigo e pra mim.
Segurei-me durante meses me prometendo não chorar mais por homem nenhum, mas descobri que não sou dona do que sinto, não posso lutar por nenhuma dor por mais forte que eu pareça ser.
Você ainda é minha vida! Lembra de quando dizia que iria ser eterno? Por mais que doa confessar isso, será eterno... Pra sempre vou levar você comigo, desisti de lutar contra o que sinto, você faz parte dos meus dias e noites, quando eu quero e quando eu não quero te ter por perto.... E sim, dói muito te levar só em pensamento.
Você é minha melhor história!

Aquelas nossas coisas
domingo, 23 de agosto de 2009 19:27
Aqueles olhos eram inocência
Aquele abraço era abrigo
Aquele sorriso era alegria
Aquelas lágrimas eram dor
Aquele carinho era afago
Aquele corpo era calor, era amor, era meu.
Aqueles gestos eram simplicidade
Aquele beijo era mar, era amar, era voar, sonhar, era meu.
Os momentos, eram alegrias, eram tristezas
Eram rotinas, eram surpresas
Eram cheios de riquezas
Eram começo, meio e fim.
Eram meus, eram verdade
Eram seus, eram verdade
Aquele nosso era nós, era de verdade.

É só saudade d'aquela Raquel
Só saudade...

Falhou de novo
sábado, 8 de agosto de 2009 18:25
O vento soprava gelado
A rua mesmo movimentada me parecia sombria
Os carros pareciam me seguir e minha própria sombra fugir
Meus passos corriam mais a proporção que eu os diminuía
Respirava fundo e deixava de respirar num milésimo de segundo
Como pode? Não sei, só me parecia tudo ao avesso e tudo estranho naquela noite
A lua me parecia chegar perto e meu chão parecia se desfazer
Viajava naqueles filmes de ficção ou apenas tinha um sonho bem esquisito
Era exatamente tudo a sua volta que fluía diferente, menos você.
Sua completa dedicação por tentar me fazer sentir e acreditar que não era o mesmo conseguiu explodir pra todos os cantos daquele quadrado e pra tudo que se encontrava ao redor dele.
A intensidade de sua atuação as vezes me parece perfeita!
Você quase me convence, sabia?
Mas essa mão que só acariciou uma única pessoa, não te deixa mentir.
Essa mesma mão que me fez cair na real de que nada mudou
Ela continua a mesma, assim como você!
Foram apenas uns 2 minutos, por aí...
E se eu quiser lembrar desse momento?
Não tem o que querer, é fato!
Consegue ser completamente inesquecível mesmo sem um bom final.