Luz, câmera... Vida!
segunda-feira, 8 de junho de 2009 15:07
Quem nunca teve um seriado, ou um romance preferido?Sim, eu tenho meu filme, passo, repasso, congelo a cena e até desligo por vezes quando me chateia, mas as cenas estão sempre aqui. As vezes sento pra assistir e por vezes me pego assistindo sem querer... Como quando eu vou dormir e perco o sono porque o puseram pra eu assistir.
As cenas por vezes duram segundos e por outras duram toda a noite. Algumas insistem em se repetir e outras são necessárias passar bem rápido.
Tem aquelas que merecem congelar ou rolar em câmera lenta pra que se possam admirar cada detalhe e cada objeto, todo um cenário que parece feito especialmente pra aquele momento.
Algumas partes podem até passar no mudo, não precisam de muitas palavras, não precisa de som algum.
Outras merecem estar no último volume, como quando toca aquela música quando não se espera, ou só pra se ouvir gargalhadas gostosas que se misturam com barulho de ondas.
Umas cenas são completamente especiais, te prendem, te fascinam, ela passa a ser vista/vivida. Os suspiros são intensos e os sussurros têm um único significado, não importa se você fixa seu olhar ou fecha os olhos, a mesma paixão toma conta. São as mais puras, carnais, reais, envolventes, saudosas, quentes, e mansas partes de um longa.
Em todo momento surgem cenas tristes, aí vale a pena deixar a tevê bem baixinha, mas só as cores são capazes de embaçar a vista, aí parece tudo se transformar em preto e branco...
Preto e branco? Não, não! O colorido também sabe fazer chorar...
Mas não precisa muito tempo pra deixar um sorriso tomar conta da cena e voltam os abraços e o colorido que vale a pena colorir...
Mas não se engane, as melhores cenas são as que no final você vai lembrar e são elas que irão te emocionar e tocar no mais sensível quando você percebe que aquele filme que poderia ser como a maioria dos outros termina de forma inesperada.
O cachorro morre no final, o cara fica com a amiga e não com a patricinha que correu atraz o filme inteiro, o vilão vence o mocinho, a rapaz e a moça tomam rumos diferentes, a jovem tem uma doença incurável ou o personagem principal morre congelado depois que salva o seu amor...
As lágrimas caem mesmo que volte a cena e até as gargalhadas são audíveis mesmo que aperte “mudo”.
Aí que se percebe que o que se passa não é necessariamente filme, é Vida!