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Breve reflexão sobre o amor
segunda-feira, 8 de junho de 2009 16:24
(Por André Almeida)

Ontem, eu e um colega de trabalho estávamos discutindo sobre o amor...
Quando realmente amamos alguém?
Eu, que costumo ser mais prático, defini o amor como uma relação em que consideramos a contra-partida interessante. E não me refiro à bens materiais, mas ao carinho, à compreensão, ao respeito, entre outros.
Ora, não existe essa história de amor incondicional...Senão, porque existiriam tantas mães/pais e filhos brigados? Ou irmãos que não podem nem se ver?
Por mais amor que possamos sentir, quando nos sentimos rejeitados, esquecidos, ou outra reclamação qualquer, esse sentimento diminui, enfraquece...
É dessa forma que encaro o amor... Por mais feliz que sejam as lembranças, o hoje é o que importa... E o amor se faz dos "hojes"!
Dizer que amamos mais de uma pessoa, vinte ou trinta, todos os que andam na rua, não é amor, é uma justificativa pra promiscuidade… Isso não está na definição de amor… podemos amar a poucos como amamos nossos filhos, esse amor não espera tanta retribuição, nós realmente queremos que nossos filhos sejam felizes e não estamos buscando preencher essa felicidade só pra preencher uma necessidade nossa… mas podemos escolher o ser que amamos, o objeto do nosso amor, como sendo representante de todos os seres, então podemos pensar: “eu quero que essa mulher/esse homem seja feliz… então a partir disso eu vou trabalhar pela felicidade deste homem/dessa mulher, vou cuidar dele/dela, vou apoiar, tentar trazer felicidade pro outro, e não apenas pra esse ser que eu amo, mas que esse ser seja representante de todos os seres”.
…É possível usarmos um relacionamento pra evoluirmos na prática espiritual, nós não precisamos ser monges ou freiras, mas temos que ser capazes de dar amor, de cuidar pra que o outro seja feliz, isso não significa que devemos maltratar a nós mesmos pela felicidade dos outros, mas temos que, com dignidade, dar de forma real e verdadeira o amor pros outros seres… assim rapidamente purificamos nosso egocentrismo e acumulamos mérito e sabedoria.
…Temos que ter cuidado com aquilo que vamos querer em troca do nosso amor… não é esta a forma de amor que devemos ter, os “motivos” limitam nossa capacidade de amar. Será que estamos realmente praticando o amor? Será que eu estou praticando o amor? Será que o que eu faço é amor, ou será que estou querendo obter alguma coisa do outro? Temos que observar o que estamos fazendo…
Por exemplo, quando alguém fica com a mulher do outro, será que ele pensa: “eu vou fazer a mulher do outro feliz? Eu estou querendo que alguém seja feliz…” E o que vai acontecer na verdade é que ele vai acumular a não virtude de perturbar o voto de outra pessoa, de fazer a outra pessoa quebrar o seu voto. Nós criamos carma nos relacionamentos, por isso temos de cuidar dos outros seres, temos que fazer isso de uma forma ampla, muitas vezes não sabemos como causar a felicidade no outro, mas temos que tentar fazer o melhor que pudermos dentro da nossa capacidade limitada, e é por essa razão que olhamos pra nossa motivação, então pensamos no amor e relaxamos nossa mente na experiência do amor, nós não precisamos sair por aí dizendo pro outro que o amamos, colocar um adesivo dizendo “eu amo você”, não é necessário fazer isso, por que isso normalmente é feito quando queremos alguma coisa em troca, nós temos que praticar o amor, e não ficar falando sobre o amor.
Por que o outro deve saber do nosso amor? Quando examinamos o amor, começamos a perceber o quanto somos egocentrados: eu amo alguém por que eu quero que esse alguém me ame, porque quero ser amado… Não é errado dizermos pra alguém que nós o amamos, o errado é esperarmos alguma coisa disso, termos alguma expectativa disso, porque essa expectativa é comum, é ordinária, o verdadeiro amor é o antídoto pro egocentrismo.
Se eu não sou aquele que posso fazer o outro feliz eu pratico pra que o outro ser possa encontrar as condições da felicidade e possa evitar as condições que trazem o sofrimento.”
É por isso que eu não digo nada e tento, a cada prática, encontrar a ação do amor que te traga felicidade, amor!