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Minha filha
sábado, 9 de maio de 2009 12:36

E é esse mesmo sorriso todos os dias...
Não, não dá pra enjoar.
Sua doçura me tira do sério! Ai, que menina mais sapeca!
Uma gargalhada gostosa de ouvir...
Nossa, e como ela fala... Fala demais!
Se ela apronta? Hum, e como! Tem vezes a pego fazendo cada uma...
Passa perfume na gata, pega maquiagem, coloca salto alto, rabisca o sofá, pinta a perna com esmalte, são artes variadas, sabe...
Faz pirraça na rua, não quer pentear o cabelo, não quer ir à escola, ai ai ai... Perco a paciência às vezes!
Mas ela é criança, faz parte, se não tivesse essas birras seria um robô.
“Millena, você fez xixi na roupa?”“Desculpa, mãe, foi sem querer!”
Um sorriso só e me derreto...
Ela diz que me ama, que vai ficar comigo pra sempre, ela me abraça com aqueles bracinhos curtos e quase me enforca pra demonstrar carinho, ou pela felicidade de me ver no portão da escola na hora da saída. Me enche de beijos quando quer algo ou quando apenas me vê triste.
Ela toma conta de mim. Sim, ela toma conta mesmo e ela tem só três aninhos. Já fiquei doente e sozinha com ela, parece que entende quando preciso ficar deitada, ela até briga dizendo que eu tenho que tomar remédio. Mas quando é ela que está doente, meu coração fica apertadinho, a todo instante durante a madrugada eu vejo se ela está quente, ela fica tão quietinha e dengosa, só toma remédio quando a gente inventa aqueeeela história, senão nem adianta.
Ela é tão meiguinha e carinhosa, tão teimosa e emburrada, tão tímida e sapeca, tão inteligente e esperta...
Se ela é bonita? Nossa, ela é linda! Mas eu não me canso de olhar cada detalhezinho do seu rosto delicado, seus olhos negros e grandes, mas que quando sorri ficam pequeninos, sua sobrancelha grossa que quando grandinha vai dar trabalho, seu nariz delicado, seus cílios grandes que completam a meiguice do olhar, sua boquinha bem desenhadinha que quando abre aquele sorriso me faz parar pra refletir o porque o mundo é tão cheio de maldade se um dia todos já abriram um sorriso tão doce e cheio de inocência.
Suas mãos e dedinhos pequenos que cabem direitinho no meu rosto, e me acaricia antes de dormir, e aquela voz de menininha que me diz “Boa noite!” com todo carinho que ela tem...
Essa é minha filha, e por ela sou capaz de dar minha vida!
Ela me faz viver um amor sem igual, é a única pessoa que consegue me erguer quando meu mundo parece desmoronar, faz-me sentir capaz, faz-me sentir heroína, responsável, rica, e sortuda demais por poder ter a vida dela em minhas mãos!
É, ela vai crescer, mas pra sempre vai ser aquela pequenina que um dia pude carregar na minha barriga, e não importa a idade, sempre vou carregá-la no coração.
Te amo, minha filha!