Autora






Outros blogs

Bela Contradição
Coisas todas reunidas
Rascunhos diários
Ironico Desastre

Arquivo

abril 2009
maio 2009
junho 2009
julho 2009
agosto 2009
setembro 2009
outubro 2009
novembro 2009
dezembro 2009
janeiro 2010
fevereiro 2010
abril 2010
maio 2010
julho 2010
agosto 2010
novembro 2010
dezembro 2010
março 2011

Lembranças não morrem
sexta-feira, 8 de maio de 2009 15:23
Como aceitar uma coisa dessa?
Como não questionar quando essas coisas acontecem?
Nem tudo na vida se tem como aceitar numa boa...
Sentirei saudades da minha infância, onde você participou de um grande pedaço dela.
Lembranças do pique – esconde... a gente nunca batia um ao outro...
Lembranças do vídeo – game, você sempre ganhava...
Apostando corrida, você também nem me dava chance de competir...
Vamos ver quem pula mais longe... Eu era menor, mas às vezes ganhava...
Era sempre eu e você que passávamos o dedo na berada do bolo...
Meu aniversário de 10 anos, guardei doce só pra você...
E no dia que fomos apostar corrida de patins...
Beto: “Até o caminhão.” Eu disse: “tá.”
Não é que ele levou a sério... Deu de cara no caminhão, caminhão tava parado, claro...
E quando a gente brincava de golzinho no portão do quintal...
E até fazíamos ele de rede pra jogar vôlei.
Lembranças de alguns natais que a gente dava voltas e voltas na casa da vó brincando de pique...
E de quando juntou os primos pra escorregar de barriga no terraço da vó...
Você ficava bravo comigo porque vira e mexe eu quebrava um brinquedo seu...
Eu me lembro de uma motinha que batia na parede e voltava, você adorou, eu também, mas quebrei no mesmo dia, você ficou muito chateado comigo...
Lembro também de um dia que avistei uma pipa voada e correu eu, você e Rodrigo pra pegar, e acabou que eu, ainda sendo menor, consegui puxar a rabiola dela...
E quando nos, brincando de pique - esconde, escondemos na garagem da tia e ela pensou que fosse ladrão, a gente correu muito pra sair de lá antes que ela visse que era a gente...
Minha mãe e meu pai sempre diziam que eu parecia um molequinho porque só queria saber d brincar com você...
Caraca, e quando pegamos um monte de camarão na primorosa e fomos os dois, pequenos, fazer o camarão, tacamos tanto limão que o bicho não tinha nem gosto de camarão...
E em Sororoca, a gente rolando no morrinho de areia que tinha lá, eu, você, Beta, e Renata, quatro loucos que pareciam frangos empanados.
Pipa, bola, gude, vídeo-game, piques e mais piques...
A vida foi passando, a gente foi crescendo, e não andávamos mais tão juntos como antigamente.
Não tem como citar tudo que passamos juntos, nem dizer o quanto eu fui feliz...
Mas só digo uma coisa: Você foi uma pessoa muito importante na minha vida, minha infância não seria tão gostosa sem você, não teria tantas coisas engraçadas e maravilhosas pra contar se não tivesse existido você na minha história, você faz parte dela, não só de um pedaço, mas faz parte de mim...
Não é porque você foi pra perto de papai do céu que não fará mais parte da minha vida, você sempre estará na minha cabeça e no meu coração, ficarão todas as lembranças, sua fala, seu rosto, e a saudade que insistirá até o dia que Papai do céu resolver que a gente deve brincar de novo.
Eu amo você e vou amar pra sempre...
Descanse em paz, meu primo!!!