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Juras de ódio eterno
terça-feira, 26 de maio de 2009 16:55
Entre tantos sonhos e promessas... Não se vê fim.
E entre tantas brigas, desaforos... Não se vê respeito.
Tantas palavras ditas, palavras desfeitas...
Tantos enganos de planos...
Anda, pára, volta, anda, volta, e nunca sai de fato do mesmo lugar.
Como existe ódio, e como existe...
E como aparece amor nos seus olhos e foge desejo por entre tantas palavras, entre todo esse discurso de mágoa;
Você me faz mal! Como é ruim querer te abraçar, querer te beijar, como é ruim ferir um orgulho já tão ferido...
Repugno-te, abomino-te, odeio-te com todas as forças do meu amor
Amo-te, adoro-te, desejo-te, admiro-te com todas as garras do meu ódio
Quero ferir-te, acabar com você!
Que seus dias sejam tão vazios como os meus estão sendo.
Que sua vida seja tão cheia de nada e que seu nada seja tudo que você tem.
Te expulso de mim, dos meus dias, da minha história...
Exploda de vez sua vida! Exploda-se antes que eu exploda de paixão...
Suma com a intensidade como apareceu, mas suma antes que eu não deixe mais.
“Segura toda nossa história. Agora é sua! Não quero mais!”
Mas agarre-a antes que eu a arranque de você! Mas nem percebes que quero... Certo?
Siga sua vida logo de uma vez e entenda que não quero mais te ver, não olhe pra traz por que pode perceber que acompanho cada passo seu.
Estou muito feliz sem você! Ah, como estou! E me sinto tranqüilo em te falar isso porque não me importo mais com você.
Não vê como meu sorriso percorre meu rosto e meu ódio tem vontade de te matar de amor?
Não serei hipócrita de dizer que desejo que sejas feliz, porque não desejo...
Morra sem mim logo que não quis morrer de amor!
Viva de ódio logo que não quis viver comigo!
De todas as desgraças de minha vida, você foi a pior delas! Entendeu?
Entendi! A desgraça foi ter acabado com o que dava graça a sua vida!
Exato!
Boa noite!

Porque metade do meu amor é ódio e metade do meu ódio é amor!

Momento
sábado, 23 de maio de 2009 20:19
Quero seu calor, quero seus braços, quero seu carinho...
Por apenas uns minutos, por favor, me escuta!
Preciso tanto como sempre, porém te desejo como nunca...
Só sinta o quanto estou precisando de você...
Ouviu minha respiração ofegante? Viu meus olhos e reparou o quanto eles estão embaçados?
Sei o quanto me conhece, na verdade mais que eu mesma posso me conhecer...
Essa tristeza que encherga, só você, além de mim, entende o porque ela existe.
Então só me pegue um pouco no colo, como um filho, rebelde eu sei, mas te amo e sou dependente de você como uma criança depende dos cuidados da mãe!
Acho que não preciso contar do meu medo, não preciso falar da falta que sinto, você conhece todas minhas tristezas, conhece todos meus desejos, você vê diariamente minhas lágrimas e vê o quanto estou perdida...
Me abrace forte! Só me deixe chorar com você, pode secar minhas lágrimas se quiser...
Só precisava sentir o que tem um tempo que não sinto. Quero você!
Não existe colo mais acolhedor, abraço mais aconchegante e carinho mais gostoso...
És meu pai!
Dormirei com você esta noite...
Posso dormir abraçada contigo?
Obrigada...
Está vendo como você me conforta?...
Boa noite, Pai!
Nunca vou te deixar e preciso que nunca me deixe...

LIBERDADE
quinta-feira, 21 de maio de 2009 11:35
Vocês vivem o que fazem e fazem bem feito
Correm, dançam, gritam, pulam, riem...
Vocês vão à luta com as armas que possuem
Vocês tem voz, tem garra, torcida, vontade, perseverança...
Vocês acreditam, se doam, vocês convencem...
Se reúnem e cantam, brigam, até se abraçam e choram.
Quando todos se descobrem capazes, logo se enchergam impotentes.
Sentem o gosto da perda depois de tanto sonharem.
Perdem o gosto do sonho depois de tanto lutarem.
E eis que surge UM GRITO de raiva, UM GRITO de tristeza, UM GRITO de indignação, UM GRITO de ódio, UM GRITO de impotência, e lágrimas e mais lágrimas...
A cabeça fica a mil... E bate o vazio... E agora?
Perceberam uma coisa? Vocês ganharam amigos, formaram uma "família" em meio a tanta correria.
Vocês perderam a eleição, mas ganharam pessoas, perderam um grêmio, mas conquistaram seu próprio espaço! Ganharam experiência, ganharam força, vocês ainda existem e possuem o exército da liberdade.
Vocês se construíram dia após dia pra serem o que são hoje e pra lutarem pelo que serão amanhã. São novos sim, mas mostram grandes vontades e grandes ideais.
É, '"IDEAL"! Irônico, não?
Mas o que vocês construíram ninguém é capaz de destruir, vocês fizeram, e acreditem: O sonho nunca morre, sempre existirá UM GRITO DE LIBERDADE lutando dentro e fora de cada um de vocês.

"Pois paz sem voz não é paz, é medo!"

É preciso ser atriz
sábado, 16 de maio de 2009 06:15
E é querendo fugir que eu sigo, enfrento!
Usando as mesmas máscaras, meio que sem jeito, pra percorrer meus dias.
Abrindo o sorriso mais lindo, gargalhada mais gostosa...
Cuidando dos amores, amando os cuidados e fazendo a platéia aplaudir.
A minha vida passa a ter que ser teatro, se bem que mais parece novela...
Onde só o choro parece sair sem ter que forçar horrores.
Agora imagina as cenas acontecendo num mesmo lugar...
Vivendo/atuando no meu quadrado, e não é que a cena às vezes explode ao mundo...
Pois é preciso sorrir pra inventar um dia que não se imagina que pode acontecer em dadas circunstâncias.
É preciso parar pra correr, correr pra poder parar.
Viajar no seu quarto ou perambular pra esquecer, e mesmo assim permanecer e viver.
Viver a grande arte de interpretar a vida, a graça é ter que rotular, a graça é conseguir ser de mentira quando precisar e quando se quer.
E o que por fora há é o que vocês assistem.
O que por dentro existe é o que sou.
E o que aqui dentro tem, nem eu mesma consigo aplaudir.

Minha filha
sábado, 9 de maio de 2009 12:36

E é esse mesmo sorriso todos os dias...
Não, não dá pra enjoar.
Sua doçura me tira do sério! Ai, que menina mais sapeca!
Uma gargalhada gostosa de ouvir...
Nossa, e como ela fala... Fala demais!
Se ela apronta? Hum, e como! Tem vezes a pego fazendo cada uma...
Passa perfume na gata, pega maquiagem, coloca salto alto, rabisca o sofá, pinta a perna com esmalte, são artes variadas, sabe...
Faz pirraça na rua, não quer pentear o cabelo, não quer ir à escola, ai ai ai... Perco a paciência às vezes!
Mas ela é criança, faz parte, se não tivesse essas birras seria um robô.
“Millena, você fez xixi na roupa?”“Desculpa, mãe, foi sem querer!”
Um sorriso só e me derreto...
Ela diz que me ama, que vai ficar comigo pra sempre, ela me abraça com aqueles bracinhos curtos e quase me enforca pra demonstrar carinho, ou pela felicidade de me ver no portão da escola na hora da saída. Me enche de beijos quando quer algo ou quando apenas me vê triste.
Ela toma conta de mim. Sim, ela toma conta mesmo e ela tem só três aninhos. Já fiquei doente e sozinha com ela, parece que entende quando preciso ficar deitada, ela até briga dizendo que eu tenho que tomar remédio. Mas quando é ela que está doente, meu coração fica apertadinho, a todo instante durante a madrugada eu vejo se ela está quente, ela fica tão quietinha e dengosa, só toma remédio quando a gente inventa aqueeeela história, senão nem adianta.
Ela é tão meiguinha e carinhosa, tão teimosa e emburrada, tão tímida e sapeca, tão inteligente e esperta...
Se ela é bonita? Nossa, ela é linda! Mas eu não me canso de olhar cada detalhezinho do seu rosto delicado, seus olhos negros e grandes, mas que quando sorri ficam pequeninos, sua sobrancelha grossa que quando grandinha vai dar trabalho, seu nariz delicado, seus cílios grandes que completam a meiguice do olhar, sua boquinha bem desenhadinha que quando abre aquele sorriso me faz parar pra refletir o porque o mundo é tão cheio de maldade se um dia todos já abriram um sorriso tão doce e cheio de inocência.
Suas mãos e dedinhos pequenos que cabem direitinho no meu rosto, e me acaricia antes de dormir, e aquela voz de menininha que me diz “Boa noite!” com todo carinho que ela tem...
Essa é minha filha, e por ela sou capaz de dar minha vida!
Ela me faz viver um amor sem igual, é a única pessoa que consegue me erguer quando meu mundo parece desmoronar, faz-me sentir capaz, faz-me sentir heroína, responsável, rica, e sortuda demais por poder ter a vida dela em minhas mãos!
É, ela vai crescer, mas pra sempre vai ser aquela pequenina que um dia pude carregar na minha barriga, e não importa a idade, sempre vou carregá-la no coração.
Te amo, minha filha!

Lembranças não morrem
sexta-feira, 8 de maio de 2009 15:23
Como aceitar uma coisa dessa?
Como não questionar quando essas coisas acontecem?
Nem tudo na vida se tem como aceitar numa boa...
Sentirei saudades da minha infância, onde você participou de um grande pedaço dela.
Lembranças do pique – esconde... a gente nunca batia um ao outro...
Lembranças do vídeo – game, você sempre ganhava...
Apostando corrida, você também nem me dava chance de competir...
Vamos ver quem pula mais longe... Eu era menor, mas às vezes ganhava...
Era sempre eu e você que passávamos o dedo na berada do bolo...
Meu aniversário de 10 anos, guardei doce só pra você...
E no dia que fomos apostar corrida de patins...
Beto: “Até o caminhão.” Eu disse: “tá.”
Não é que ele levou a sério... Deu de cara no caminhão, caminhão tava parado, claro...
E quando a gente brincava de golzinho no portão do quintal...
E até fazíamos ele de rede pra jogar vôlei.
Lembranças de alguns natais que a gente dava voltas e voltas na casa da vó brincando de pique...
E de quando juntou os primos pra escorregar de barriga no terraço da vó...
Você ficava bravo comigo porque vira e mexe eu quebrava um brinquedo seu...
Eu me lembro de uma motinha que batia na parede e voltava, você adorou, eu também, mas quebrei no mesmo dia, você ficou muito chateado comigo...
Lembro também de um dia que avistei uma pipa voada e correu eu, você e Rodrigo pra pegar, e acabou que eu, ainda sendo menor, consegui puxar a rabiola dela...
E quando nos, brincando de pique - esconde, escondemos na garagem da tia e ela pensou que fosse ladrão, a gente correu muito pra sair de lá antes que ela visse que era a gente...
Minha mãe e meu pai sempre diziam que eu parecia um molequinho porque só queria saber d brincar com você...
Caraca, e quando pegamos um monte de camarão na primorosa e fomos os dois, pequenos, fazer o camarão, tacamos tanto limão que o bicho não tinha nem gosto de camarão...
E em Sororoca, a gente rolando no morrinho de areia que tinha lá, eu, você, Beta, e Renata, quatro loucos que pareciam frangos empanados.
Pipa, bola, gude, vídeo-game, piques e mais piques...
A vida foi passando, a gente foi crescendo, e não andávamos mais tão juntos como antigamente.
Não tem como citar tudo que passamos juntos, nem dizer o quanto eu fui feliz...
Mas só digo uma coisa: Você foi uma pessoa muito importante na minha vida, minha infância não seria tão gostosa sem você, não teria tantas coisas engraçadas e maravilhosas pra contar se não tivesse existido você na minha história, você faz parte dela, não só de um pedaço, mas faz parte de mim...
Não é porque você foi pra perto de papai do céu que não fará mais parte da minha vida, você sempre estará na minha cabeça e no meu coração, ficarão todas as lembranças, sua fala, seu rosto, e a saudade que insistirá até o dia que Papai do céu resolver que a gente deve brincar de novo.
Eu amo você e vou amar pra sempre...
Descanse em paz, meu primo!!!

Brincando de ser feliz
04:37

E toda noite você aparece, mas é sempre como se nada tivesse acontecido...
Me abre um sorriso, me beija.
Me diz: Está tudo bem, meu amor!
Ou apenas vem rapidinho pra dar um "oi"...
Tem noites que não sai daqui, fica comigo a noite toda, me faz rir...
Conversamos e fazemos planos, observamos nossa filha brincar, dar gargalhadas e até a admiramos enquanto ela dorme, ela é tão linda...
As vezes você só está aqui, mas vem sempre, só olho você dormir...
Sua barba espeta meu rosto enquanto te beijo a face e um sorriso surge no canto da boca quando você sente meu gesto de carinho.
Sua mão gelada que me acaricia o rosto rapidamente e logo agarra o travesseiro e volta ao sono.
Nós até viajamos, fomos a Aquários! Olha que eu disse que não mais voltaria lá...
A gente brincava na praia, nossa pequena se deliciava.
Parecíamos três crianças, e eu nem me recordava de tempos ruins...
Nós conseguimos aproveitar todas as noites!
Essa noite a gente arrumou uma cama no terraço...
Passamos a noite de mãos dadas, estava um frio e a gente se esquentava.
Vimos estrela cadente, e me lembrei até da primeira vez que vimos uma.
A lua parecia feliz de tão clara que estava, e o céu parecia estar em festa de tantas estrelas que tinham.
Mas nossos olhos pareciam brilhar mais que a lua e as estrelas, estávamos tão felizes que era de dar inveja!
Nem precisava dizer nada, e na verdade nem deu tempo...
Fechei os olhos e quando os abri novamente estava claro, tinha barulhos de carro e tocava uma musiquinha chata que sempre me tira de você...
Voltemos a realidade, mocinha, está de manhã!
Me estico na cama ainda lembrando dos últimos minutos do meu sonho...
E começo o meu dia: "Millena, vamos pra escolinha?"
E assim eu vou indo...
Sonhar e viver, não são as mesmas coisas, mas pra se viver é preciso sonhar...
Eh, a noite é uma criança, a gente brinca de esconde-esconde com o mundo e com os problemas e nem que seja de mentirinha é nela que eu consigo ser feliz com você!

Nossa tarde de inverno
quinta-feira, 7 de maio de 2009 07:00

Hoje o dia amanheceu nublado, um frio tão gostoso e ao mesmo tempo tão sem graça, a manhã está escura, como num dia de inverno, aqueles dias que tanto gosto, aquela sensação de estar encasacado e abrir a janela sentindo só o rosto gelar, ai que delícia, mas se tornou vazio...
Eh, por acaso lembrei-me de um dia quase assim, só que era um frio prazeroso de sentir e era uma tarde aconchegante e cheia de vida.
Não me lembro a data ao certo, mas me lembro dos detalhes como se voltasse o tempo e vivesse tudo outra vez, consigo lembrar do sentimento; era um calafrio, e não era do frio, eu estava bem enroscada no sofá, me abrigada no aconchego do seu abraço, olhava pra TV como se estivesse vidrada no filme, mas mesmo que eu tentasse, meu nervosismo não me deixava nem perceber quando mudava de cena, mas me lembro do nome: “O último samurai”, aquele que o carinha loiro é o ator principal... Eu nem me lembro a história, eu nem tava conseguindo vê-lo, mas eu fingia dar toda minha atenção aos detalhes, quando na verdade estava tentando saber como agir, não sabia se fugia ou me permitia, não via o porque dar desculpas, era puro amor, era amor puro, não sei o que você sentia, ao certo ao menos um arrepiar de uma ponta a outra da espinha...
A tarde era tão nublada, tão fria, tão escura como num dia de inverno, era como os dias que tanto gosto, que se tornou o dia que melhor me recordo, e até abri a janela pra sentir o vento gelado no rosto...
A gente se olhava, a gente se beijava e a tarde ia se tornando especial e diferente de todas que vivi, e cada instante, cada toque e cada carícia marcavam o tempo, não precisava mais de moletom, nossos braços e pernas entrelaçados e embaraçados, nosso suor nos aqueciam... nem me recordava de que era uma tarde fria...
A gente se via, a gente tremia, a gente ria, a gente descobria que o amor tinha sua forma madura. A gente se abraçava, se preocupava, a gente brincava de ser adulto com a felicidade e a inconseqüência de uma criança...
Foi a nossa tarde, nunca me mande esquecê-la, a gente marcou nosso tempo, a gente descobriu nossa maneira mais gostosa e mais íntima de amar.
E os dias frios virão, como o de hoje, num jeito gelado, nenhum dia, o mais frio que seja, será tão especial, eles apenas vão me fazer recordar um dos momentos tão perfeitos que vivi com você e me fazer embriagar nos sentimentos confusos e ao mesmo tempo tão certos que nasceram naquela tarde de inverno.

Eu comigo mesma
sexta-feira, 1 de maio de 2009 19:16

Eu e os meus tantos passos
Tantos pensamentos, tantas lágrimas sem cansaço...
O medo e seu vento
O frio em seu tempo
Tanta mágoa, tanta solidão...
E eu me distraio...
Mas isso são pessoas?
Quanta gente
Quantos sorrisos
Quantos carros
Quanto bom-humor
Eles se divertem
Eles bebem, dançam
E a música sempre toca
E meu silêncio sempre grita